AS BORBOLETAS...

Convido você a pensar sobre questões fundamentais para o ser humano. A maioria de nós está em constante busca de viver bem, de usufruir da vida e de nos desvencilhar da solidão.

Nossa história nos formou. Somos quem somos devido aos sistemas dos quais fazemos parte.

Ao mesmo tempo que ansiamos por um amor verdadeiro, que nos traga segurança, proximidade e cuidado; também desejamos viver paixões que nos revigorem, que acordem nosso desejo, que faça nossos corpos suspirarem.

O erotismo também é uma parte essencial de nós. É a propulsão de vida, o exalar da essência humana, a descoberta de si mesmo. Ele requer distanciamento, mistério, busca o inusitado, a espontaneidade, o perigo, o inseguro...Busca o encontro e o desencontro, ao mesmo tempo.

Falariam o amor e o erotismo duas línguas distantes? Em que etapas do caminho eles podem se cruzar? Pode uma relação estável manter acesa a chama do desejo após muito tempo? Conversaremos sobre estes e outros temas...




segunda-feira, 24 de junho de 2013

DUPLA EXISTÊNCIA DA VERDADE


Encontrei hoje em ruas, separadamente, dois amigos meus que se haviam zangado . Cada um me contou a narrativa de por que se haviam zangado. Cada um me disse a verdade. Cada um me contou as suas razões. Ambos tinham razão. Ambos tinham toda a razão. Não era que um via uma coisa e outro outra, ou um via um lado das coisas e outro um lado diferente. Não: cada um via as coisas exatamente como se haviam passado, cada um as via com um critério idêntico ao do outro. Mas cada um via uma coisa diferente, e cada um portanto, tinha razão. Fiquei confuso desta dupla existência da verdade." (Fernando Pessoa).
A verdade, esta pode ser dupla. Ela não é única, não é absoluta. Ela depende da percepção, da escuta, da forma, da expectativa, da fala, dos gestos, do que está implícito em todo o contexto da relação.
Chegam ao meu consultório inúmeros casais que lutam pelas suas verdades, e se esquecem dessa dupla existência da mesma verdade. Num confronto de idéias, as mágoas podem embotar a capacidade empática de cada um. A capacidade de tentar se colocar no lugar do outro, de usar suas lentes. E o que fica em voga é: Quem está certo? Quem fala a verdade.
Ambos estão errados em duvidar da visão do outro. Em não conseguir escutar o coração desse outro e suas reais motivações. Ambos estão certos pelas suas próprias visões, que envolvem suas percepções, suas sensibilidades, suas histórias, suas necessidades e caminhos.
O primeiro passo para se descobrir a verdade de uma relação é cada um olhar para si de uma forma extremamente sincera e buscar o que lhe cabe nesse processo. Esta é também a parte mais difícil.
O resto virá a seguir.

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